Portugal repetiu os feitos em 2015 e 2019 já sob a chancela FIFA
18 de fevereiro de 2001, data que ficará para sempre na história do futebol de praia nacional!
Um momento único para o futebol de praia português, que permanecerá durante largos anos na memória de todos os entusiastas da modalidade. Neste preciso dia, na Costa do Sauípe, em São Salvador da Bahia (Brasil), Portugal conquistou o Campeonato do Mundo de futebol de praia, o primeiro da sua história, na altura organizado pela Beach Soccer Worlwide.
A vitória na final frente a França, por 9-3, foi mais do que um título, foi o início de algo único, o nascimento dos Heróis da Areia. Uma incrível final que contou com quatro golos de Alan Cavalcanti, um bis de Madjer e golos de Hernâni, Nunes e Barraca, numa equipa orientada por Alexandre Julião.
No caminho até ao encontro decisivo do 7º certame internacional, o conjunto nacional venceu o Grupo C, com vitórias frente aos EUA e Uruguai. Nos quartos-de-final, os lusitanos eliminaram a vizinha Espanha, por 1-0, seguindo para o duelo com o Brasil nas semifinais. No embate com os anfitriões do torneio, que somavam seis Mundiais seguidos, a Equipa das Quinas superiorizou-se, impondo a sua qualidade aos canarinhos, os proclamados favoritos, vencendo no prolongamento, por 6-5.
Alan, figura histórica do futebol de praia português, foi o melhor marcador da prova, com dez golos, enquanto Hernâni foi considerado o melhor jogador.
Um triunfo inesquecível a dar o pontapé de saída em algo que se avizinhava como único no futebol de praia luso. A FIFA iniciava a organização dos Campeonatos do mundo em 2005, para dez anos depois, em 2015, Portugal alcançar novamente a glória mundial.
Foi a 19 de julho de 2015, em Espinho, num estádio lotado e com a força do público português, a seleção de Mário Narciso conquistava novamente o título mundial, desta feita com a patente FIFA, ao bater na final o Taiti, por 3-5, com um coletivo que contava com o talento, irreverência e mestria de Madjer e Alan, dois dos dez heróis de 2001.
Quatro anos depois, Narciso comandava os seus jogadores a mais uma estrela dourada no percurso no futebol de praia, o Mundial 2019. No Paraguai, a Seleção Nacional bateu a congénere de Itália, por 6-4, numa nação capitaneada pelo rei das areias, o único presente nos três títulos: Madjer.
Uma cronologia repleta de alegrias, sacrifício e muito trabalho, numa seleção que dia após dia continua a trabalhar para elevar o nível e qualidade da modalidade em Portugal, entrando neste ano de 2025 com os olhos colocados no próximo objetivo: o Campeonato do Mundo FIFA Seychelles 2025, que terá lugar entre 1 e 11 de maio, em Victoria, na ilha de Mahé.

Dados do ouro de 2001:
Convocados da Equipa das Quinas: Zé Miguel (GR), Crespo (GR), Hernâni - CAP, Nunes, Pedro Jorge, Marinho, Madjer, Alan, João António e Barraca
Melhor Jogador: Hernâni
Melhor Marcador: Alan (10 golos)
Seleção ideal do Campeonato do Mundo: Olmeta (França), Hernâni (Portugal), Russo (Argentina), Alan (Portugal) e Madjer (Portugal)
Classificação final: 1º Portugal / 2º França / 3º Argentina / 4º Brasil
Historial da prova antes de ser FIFA: o Campeonato do Mundo foi disputado de 1995 a 2004. Todas as edições foram realizadas no Brasil e apenas no ano de 2001 é que os canarinhos não foram vencedores. Foram assim 9 títulos mundiais.
Os primeiros passos: A equipa das Quinas começou a disputar o Mundial no ano de 1997. No Rio de Janeiro o primeiro adversário foi os EUA, seguindo-se o Brasil e o Japão. A primeira participação contou com os seguintes atletas: José Carlos Soares (GR), Pedro Xavier, Zé do Passo, Carlos Monteiro, Mário Jorge, Carlos Padrão (GR), Carlos Xavier, Sotil, Henrique e Frederico.
A primeira final: No ano de 1999, a Equipa das Quinas alcançou, pela primeira vez, a final do Campeonato do Mundo, diante do Brasil, com os canarinhos a levarem a melhor por 5-2.