Selecionador Nacional e Ana Capeta satisfeitos com o triunfo e exibição das Navegadoras.
A Seleção Nacional Feminina A somou, este sábado, o seu segundo triunfo na qualificação para o Mundial de 2027, ao vencer a Eslováquia por 4-0, em jogo disputado no Estádio Cidade de Barcelos. A Equipa das Quinas dominou por completo a partida, com golos de Ana Capeta (19’ e 44’), Carolina Santiago (48’) e Jéssica Silva (75’), garantindo um resultado confortável e uma exibição de classe.
No final do encontro, Francisco Neto e Ana Capeta estiveram na conferência de imprensa e destacaram o jogo de qualidade da equipa lusa.
Francisco Neto, Selecionador Nacional, em discurso direto:
“Era muito importante começar bem, com dois jogos em casa, contra as equipas do pote 2 [Finlândia] e do pote 3 [Eslováquia]. Temos seis pontos e seis golos. Não sofremos golos. Fomos dominantes. Conseguimos marcar posição nos dois jogos. Sair do estágio com boas sensações, de domínio, é muito positivo. Daqui a um mês, teremos uma dupla jornada fora, o que é sempre complicado.
As estreias [de Pauleta e de Nádia Bravo pela seleção] são resultado do que temos vindo a trabalhar. Dou os parabéns às jogadoras que se estrearam, mas também àquelas que não tiveram minutos, mas fizeram um trabalho incrível nestes dias: a Sierra, a Daniela Santos, Alícia Correia, Andreia Bravo e Carolina Correia. É sempre triste não dar minutos a estas jogadoras, mas deixo-lhes uma palavra.
Dou os parabéns à Fátima, pelas 100 internacionalizações, e à Carole, pela marca bonita [188 internacionalizações, recorde entre jogadoras portuguesas]. A Ana [Borges], [que tem 187 internacionalizações], esteve connosco. Tenho a certeza que elas gostariam de ter partilhado a marca das 188 internacionalizações juntas, no relvado.
A diferença de golos é sempre importante. Marcar dois golos com a Finlândia pode ser importante, como marcar quatro hoje. Estava ‘frustrado’ [no banco], porque depois do primeiro golo baixámos a intensidade. Estava a tentar perceber o porquê com a minha equipa técnica. Às vezes, quando as coisas estão a correr bem, temos a necessidade de alterar coisas por nada. Corrigimos ao intervalo e entrámos na segunda parte a fazer golos.
No ano passado, jogámos com equipas sempre acima de nós no ‘ranking’. O desenvolvimento de uma equipa é feito a jogar com equipas acima de nós e abaixo de nós. Ficamos sempre com boas sensações quando dominamos os jogos, mas houve aqui desafios diferentes: equipas muito fechadas, poucos espaços. Se formos melhores no ranking, vamos jogar mais vezes com equipas abaixo de nós.
A Eslováquia subiu um bocadinho mais as linhas [no quarto de hora final]. Nessa fase, não servimos tão bem as nossas avançadas. Com um bocadinho mais de critério, poderíamos ter feito mais golos. Quisemos experimentar algumas jogadoras fora de posição, para ver como funcionava, mas o jogo esteve quase sempre controlado”.
Ana Capeta, internacional portuguesa, em discurso direto:
“Foi muito bom conseguir ajudar a equipa a ganhar estes três pontos. Sabíamos da importância de vencer este jogo. Estou bastante feliz.
Estava a fazer o típico movimento de avançada para arrastar a defesa para o primeiro poste, mas já que a bola estava lá não ia dizer que não [a marcar de calcanhar, no segundo golo].
É sinal do trabalho das jogadoras [as estreias de Pauleta e Nádia Bravo]. Elas trabalharam bastante para estar aqui, ganharam a confiança do professor [Francisco Neto]. Isso vai trazer confiança para as jogadoras que vêm de fora.
Foi ótimo ganharmos estes dois jogos, mas queremos sempre mais e melhor. É assim que vamos encarar o próximo estágio.
Não podemos entrar em campo e achar que são ‘favas contadas’. Se o jogo teve um só sentido é porque fizemos o que foi pedido”.
