Martínez: “Queremos ganhar mas o foco é preparar Mundial”

Seleção A

Selecionador projetou encontro com os EUA com o pensamento no futuro

Roberto Martínez lançou o duelo com os Estados Unidos na conferência oficial realizada no Estádio Mercedes Benz, em Atlanta. O Selecionador Nacional teve também uma conversa com os jornalistas portugueses presentes na capital da Geórgia.

A análise ao jogo com o México:

"Acho que estamos muito satisfeitos com o que o estágio está a dar. Já disse que fazer sete substituições ao intervalo é um desafio importante para poder mostrar a qualidade individual dentro do coletivo. Fizemos isso muito bem. Há muitos aspetos importantes ajustar. Amanhã precisamos de chegar com mais jogadores à área, afinar muito bem a última decisão... Mas fiquei muito satisfeito com tudo o que vimos. A experiência, o ambiente de jogar contra uma equipa diferente, da CONCACAF, num estádio e num momento marcante. Acho que tudo o que tivemos durante o jogo com o México fez com que os nossos jogadores tivessem mostrado personalidade, responsabilidade e tenham executado o trabalho muito bem. Amanhã é continuar e ajustar ainda melhor alguns aspetos".

O potencial dos Estados Unidos:

"Perderam com a Bélgica mas foi um jogo com duas partes. Na 1.ª, os Estados Unidos foram equipa muito agressiva, que trabalhou muito bem. Pochettino e a sua equipa técnica têm alta qualidade. E depois têm jogadores muito bons tecnicamente, com capacidade para serem verticais e fazerem um jogo aberto. A 2.ª parte acontece. A Bélgica foi muito eficaz e o resultado não mostra o que os EUA são como equipa. Esperamos defrontar uma seleção que vai competir durante os 90 minutos".

O comentário de um antigo selecionador mexicano que disse que Portugal a jogar como fez com o México não chega aos quartos de final.

"Estamos focados em tentar utilizar o estágio o melhor possível. Acho que não é fácil vir aqui, aos EUA, ao México e utilizar tudo o que podemos para preparar a Seleção o melhor possível. O nosso foco não é ganhar ao México ou ganhar aos EUA, é tentar preparar o Mundial e a nossa escolha final de jogadores. Queremos ganhar, mas o foco agora não é esse".

O sentimento dos jogadores num estágio que pode ser determinante para a escolha final:

"É um orgulho para todos os jogadores estar aqui. Profissionalismo. Os jogadores sabem que é difícil estar no Mundial, mas adoram estar aqui e sabem as valências que podem trazer. Percebem que a decisão final não depende só do que podem fazer, mas também do aspeto tático que precisamos, do que queremos dentro do balneário. Há muita competitividade, mas eles sabem e gostam do desafio. Vimos jogadores como o Samu Costa, o Matheus Nunes a mostrar o que fazem nos clubes no espaço da Seleção. E isso é o que procuramos".

A altitude e novas ‘caras’ para o jogo com os EUA:

"Apanhámos muita informação e acho que agora estamos preparados para se precisarmos de jogar em altitude. O Pote está a recuperar bem, vai treinar hoje. Vamos tomar uma decisão depois do treino. O resto dos jogadores estão aptos. Mateus Fernandes? A chamada é um mérito incrível. O que está a fazer no seu clube, nos últimos 20 meses... Esse é o motivo para estar aqui. Está a treinar bem, a crescer, vamos ver…"

As dificuldades históricas frente aos EUA.

"Os EUA estão a construir uma seleção forte e apostar no futuro. Respeitamos muito o treinador que é de alto nível no futebol europeu, e que procura ter uma equipa que joga bem com bola com o aspeto posicional muito trabalhado. Fazem uma pressão muito alta. Será um jogo com aspetos táticos diferentes".

O onze:

"Podemos utilizar até 11 substituições e a ideia é continuar a gerir os minutos, o esforço. O José Sá estará na baliza. E depois vamos tentar utilizar ao máximo o número de jogadores que temos".

A gestão da equipa no jogo com o México em contexto de muitas substituições:

"Foi complexo, mas não foi difícil. O futebol tem cinco substituições, mas nestes particulares é normal que possamos fazer 10 ou 11. O importante é haver clareza, preparação, e o cooling break é um momento que muda muito o futebol. Em desportos como futsal ou basquetebol há uma pausa técnica. Podemos falar de conceitos de bola parada, bola corrida... Estamos a viver agora esse momento incrível no futebol, porque é algo que mexe totalmente com o que fazemos. O 11 inicial é importante, mas não é essencial para ganhar jogos. Há cinco substituições e outro 11 que termina o jogo".

As novas regras da FIFA:

"Claro, acompanhamos tudo. A ideia é que o jogo seja mais dinâmico, com menos pausas, e precisamos de aprender tudo isso com antecedência. É importante poupar tempo de preparação em junho e março é importante para isso. Não só o que se passa dentro do relvado, mas tudo o que está à volta do Mundial".

O receio de lesões:

"Um Mundial é um momento-chave na carreira de um jogador, mas não podes mudar os hábitos, a intensidade, o foco no dia-a-dia... É tentar utilizar as vivências dos mais experientes dentro do balneário, mas gere-se com naturalidade e com foco no dia-a-dia. Os nossos jogadores têm boa experiência nisso".


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