Investigadores da FPF Academy e universidades portuguesas e analisaram 174 atletas portugueses
Um novo estudo mostra que o uso frequente do smartphone na última hora antes de adormecer está associado a pior estado emocional ao acordar. O trabalho foi conduzido por investigadores da FPF Academy e universidades portuguesas e analisou 174 atletas portugueses.
O estudo revelou que 77% dos atletas utiliza o smartphone diariamente antes de dormir e esta exposição noturna está associada a maiores níveis de excitação cognitiva, maior dificuldade em adormecer e possível perturbação dos ritmos biológicos.
Os investigadores identificaram uma relação clara entre maior dívida de sono (dormir menos nos dias de treino/trabalho e compensar ao fim de semana) e pior humor matinal. Os atletas com maior discrepância entre o que dormem em dias úteis e em dias livres apresentaram piores indicadores de bem-estar ao despertar, um fator com impacto direto na recuperação, bem‑estar e preparação para o treino. Esta associação foi ainda mais evidente entre atletas que usam o smartphone diariamente antes de dormir.
O humor matinal é um indicador importante de prontidão para treinar, capacidade de foco, velocidade de reação e estabilidade emocional — todos fatores essenciais no rendimento de atletas de competição. O estudo reforça que rotinas digitais noturnas inadequadas podem comprometer a recuperação, mesmo em atletas jovens e saudáveis.
Com base nos resultados, os autores sugerem práticas simples que podem melhorar a qualidade do sono e o bem‑estar no dia seguinte como evitar o uso do smartphone 30 a 60 minutos antes de dormir, ativar filtros de luz azul à noite, optar por conteúdos menos estimulantes ao final do dia e manter o dispositivo fora do quarto ou fora do alcance durante o período de sono.
A investigação foi conduzida por uma equipa multidisciplinar das áreas da medicina, ciências do desporto e comportamento humano, analisou a relação entre uso do smartphone antes de dormir, dívida de sono e humor matinal. O trabalho foi conduzido por investigadores da Universidade de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, FPF Academy e Universidade da Maia, e encontra-se disponível em acesso aberto na Chronobiology International.